Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 28 (AFI) – Futebol é um troço enigmático e dribla até tidos como especialistas na matéria.
Como o esquema retrancado da Ponte Preta foi bem-sucedido no Paulistão, com a ‘arma’ nos contra-ataques, já julgaram que a casa estava arrumada, que havia renascido outro elenco pontepretano.
Aí veio o inesperado tropeço diante do Bragantino e, pior ainda, a vexatória derrota para o semi-profissional Concórdia, para que atentos torcedores caíssem na real.
Como não há momento melhor para avaliação de quem é quem neste elenco da Ponte Preta, vamos escancarar o assunto.
QUEM PALPITA?
As indicações para contratações de jogadores se restringem ao coordenador de futebol João Brigatti e o treinador Alberto Valentim?
Tem empresário da bola bom de ‘lábia’ que leva a turma na conversa?
Sendo assim, o presidente Marco Eberlin fecha os olhos e assina embaixo?
Cá pra nós: o que viram de diferente no lateral-direito Maguinho, para que fosse contratado?
Lateral rigorosamente comum, que exagera no recuo de bola.
Como o reserva eventual Pacheco acrescenta mais na marcação do que no apoio, convenhamos que a Ponte Preta carece de jogador mais qualificado na posição.
LATERAL-ESQUERDO
Por que será que o treinador Eduardo Baptista, do Novorizontino, deixava o lateral-esquerdo Danilo Barcelos na reserva?
Que ele pega bem na bola, não se discute. Convenhamos, entretanto, que já não tem ‘gás’ pra fazer o vaivém.
Essa proposta de dobra na lateral-esquerda – que eu cantei aqui com a volta de Artur – é coisa questionável, porque a equipe perde um jogador que poderia dar mais profundidade no ataque.
SERGINHO E VILHENA
Será que o meia Serginho joga mais do que vimos?
Muita demora na definição para articular jogadas ofensivas, enquanto Paulo Vilhena – outro jogador da função – ainda não mostrou o rendimento que dele de cobra, embora tenha alguns lampejos.
Logo, sem o articulador qualificado, o torcedor ainda lembra do agora lesionado Élvis, que estava se conscientizando sobre a necessidade da perda de peso.
ATACANTES?
Exceto o veloz Jean Dias, quais outros atacantes da Ponte Preta têm credenciais para se firmar como titular?
Victor Andrade? Jogador de altos e baixos. Por vezes, bem marcado, desaparece.
E o que deu na cabeça do treinador Alberto Valentim para escalar o centroavante Danrlei, contra o Concórdia?
Ora, claramente é jogador sem mobilidade, que eventualmente poderia mostrar utilidade no jogo aéreo, mas isso não tem ocorrido.
VALENTIM DE UM ESQUEMA SÓ
Por fim, Valentim caracterizou o esquema tático da Ponte Preta de uma nova só: programar um ferrolho defensivo e usar velocidade nos contra-ataques.
Observem que em situações que a sua equipe teve espaço para propor o jogo, não aconteceu absolutamente nada.
Ainda está ‘fresco’ na memória o que ocorreu contra a Portuguesa, que jogou todo segundo tempo com dois homens a menos e não aconteceu nada? Enfim, que procedam uma reformulação parcial neste elenco pontepretano, se é que, de fato, objetivam brigar por vaga na Série C do Brasileiro.